INFIDELIDADE CONJUGAL E RESPONSABILIDADE CIVIL: OS LIMITES PARA A CONFIGURAÇÃO DO DANO MORAL NAS RELAÇÕES FAMILIARES

Autores

  • Eduardo Brizola Ocampos Faculdade de Informática de Ouro Preto do Oeste
  • Karen Karoline Gomes Ito Faculdade de Informática de Ouro Preto do Oeste
  • Maria Celeste Hoffmann Faculdade de Informática de Ouro Preto do Oeste
  • Ronilson Ferreira de Souza Faculdade de Informática de Ouro Preto do Oeste
  • Glauber Gonçalves Holanda Faculdade de Informática de Ouro Preto do Oeste
  • Maria Jarina de Souza Manoel Faculdade de Informática de Ouro Preto do Oeste
  • Odair José da Silva Faculdade de Informática de Ouro Preto do Oeste

DOI:

https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i10.853

Resumo

O presente artigo analisa a possibilidade de responsabilização civil decorrente da infidelidade conjugal e os limites para configuração do dano moral nas relações familiares. O Código Civil estabelece a fidelidade recíproca entre os deveres de ambos os cônjuges, mas a violação desse dever não conduz automaticamente à obrigação de indenizar. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça distingue o sofrimento inerente à ruptura afetiva das situações em que a conduta ultrapassa o campo da intimidade conjugal e viola concretamente direitos da personalidade, como honra, dignidade, imagem e integridade psíquica. São examinados os pressupostos da responsabilidade civil, a aplicação dos arts. 186, 187 e 927 do Código Civil, a função contemporânea dos deveres conjugais, a ausência de responsabilidade do terceiro envolvido na relação extraconjugal e hipóteses agravadas, como ocultação deliberada da verdadeira paternidade biológica. A pesquisa adota abordagem qualitativa, método dedutivo e procedimentos bibliográfico, documental e jurisprudencial. Conclui-se que a infidelidade, isoladamente considerada, não é suficiente para gerar dano moral indenizável, sendo necessária a demonstração de circunstâncias adicionais que configurem ato ilícito e lesão juridicamente relevante.

Publicado

05-10-2026

Como Citar

Ocampos, E. B., Ito, K. K. G., Hoffmann, M. C., Souza, R. F. de, Holanda, G. G., Manoel, M. J. de S., & Silva, O. J. da. (2026). INFIDELIDADE CONJUGAL E RESPONSABILIDADE CIVIL: OS LIMITES PARA A CONFIGURAÇÃO DO DANO MORAL NAS RELAÇÕES FAMILIARES. Revista Ilustração, 7(10), 131–141. https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i10.853

Edição

Seção

Artigos Científicos