(RE)PENSAR A FORMAÇÃO ACADÊMICA NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: ÉTICA, AUTORIA E AVALIAÇÃO NA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i3.561Resumo
O artigo analisa os desafios éticos, pedagógicos e epistemológicos enfrentados pela formação acadêmica Stricto Sensu na era da Inteligência Artificial (IA). Os modelos avaliativos tradicionais centrados em resultados, métricas e produtividade, chegam ao esgotamento, revelando os limites de uma concepção tecnocrática do conhecimento. Com base em autores como Freire, Larrosa, Morin, Schön, Arendt, Floridi, Han, Zuboff e Benjamin, o estudo propõe um (re)pensar paradigmático em direção à avaliação formativa, que valorize o processo, a reflexão e a presença humana como dimensões essenciais da aprendizagem. O texto discute como o colapso da lógica do desempenho exige novos critérios pautados pelo diálogo, cuidado e responsabilidade ética. Defende-se que a autoria acadêmica, face à escrita algorítmica e da produtividade automatizada, deve ser compreendida como ato de responsabilidade moral e existencial, e não apenas de originalidade formal. Além disso, analisa-se como as tecnologias digitais podem aprofundar a alienar, bem como favorecer práticas reflexivas e colaborativas, dependendo de sua integração ética ao processo formativo. Por fim, o artigo propõe uma pedagogia do cuidado e da lentidão, capaz de restituir à educação o tempo, o silêncio e o pensamento como condições de compreensão genuína. Ao reconectar o saber ao sentido, à ética e à experiência vivida, a pós-graduação reafirma sua vocação humanista: formar sujeitos críticos, responsáveis e criativos em um mundo cada vez mais automatizado.
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