COMO A AÇÃO É ESTRUTURADA NA LIBRAS: UM OLHAR DA LINGUÍSTICA COGNITIVA
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i3.555Resumo
Este artigo analisa a estruturação da ação na Libras sob a perspectiva da Linguística Cognitiva, demonstrando como esquemas imagéticos (fonte-caminho-meta, força), metáforas conceptuais (VIDA É MOVIMENTO) e categorização prototípica organizam os sinais de ação. Evidencia-se que a iconicidade não é mera representação mimética, mas princípio estruturante da gramática cognitiva, materializando construais conceituais no espaço visual-gestual. Os parâmetros fonológicos da Libras (movimento, configuração, orientação) funcionam como esquemas simbólicos que perfilam aspectos salientes da experiência corporal. A simultaneidade expressiva permite codificar agentividade, trajetória e causalidade em configurações gestuais únicas. As implicações pedagógicas sugerem materiais didáticos baseados em redes semânticas radiais e ensino multimodal. A análise legitima a Libras como sistema linguístico autônomo, posicionando-a como laboratório privilegiado para estudar a cognição embodied.
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