LINGUÍSTICA, ENSINO, DIREITO E DEMOCRACIA: CONSEQUÊNCIAS PEDAGÓGICAS DAS CONCEPÇÕES DE LÍNGUA
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i9.839Resumen
O artigo analisa como diferentes concepções de língua repercutem na definição dos objetos, das finalidades e dos procedimentos do ensino de Língua Portuguesa, tomando a relação entre língua e democracia como eixo da reflexão. A pesquisa é bibliográfica, de natureza qualitativa e orientação teórico-interpretativa. O corpus reúne obras da Linguística estrutural, da Teoria da Enunciação e da Análise do Discurso, articuladas a estudos sobre ensino, norma, poder e às orientações da Base Nacional Comum Curricular. A análise considera a construção teórica do objeto língua, os efeitos pedagógicos de cada recorte e as condições de uma educação linguística democrática. Os resultados indicam que nenhuma concepção, isoladamente, explica toda a complexidade das práticas de linguagem. Sustenta-se que o ensino de língua participa da formação democrática quando reconhece a diversidade linguística e, simultaneamente, garante acesso crítico às formas e práticas socialmente valorizadas. Conclui-se que um ensino linguisticamente fundamentado deve relacionar regularidades, variação, enunciação, historicidade e poder para ampliar a capacidade dos estudantes de interpretar discursos, produzir a própria palavra e participar da vida pública.
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Derechos de autor 2026 Carolina Salbego Lisowski, Guilherme Cortez dos Santos, Mirela Marquezan

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