INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA E ESCRITA ACADÊMICA: DESAFIOS ÉTICOS, AUTORIA E PRODUÇÃO CIENTÍFICA
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i8.737Resumo
Entre promessas de apoio textual e exigências de responsabilidade científica, este artigo teve como tema o uso da inteligência artificial generativa na produção acadêmica, considerando seus efeitos sobre a escrita, a ética e a formação intelectual. O objetivo consistiu em analisar os limites, as possibilidades e os desafios éticos do uso da inteligência artificial generativa na escrita acadêmica, com ênfase na autoria e na responsabilidade humana. A metodologia adotada foi bibliográfica, baseada na seleção, leitura e análise de artigos científicos publicados entre 2020 e 2025, organizados por eixos temáticos relacionados à autoria, aos riscos éticos e ao uso da tecnologia como apoio à escrita. O estudo concluiu que a inteligência artificial generativa pôde auxiliar atividades como revisão linguística, organização textual e geração de ideias, desde que submetida à curadoria humana, à conferência de fontes e à declaração de uso. Também se verificou que a ferramenta não substituiu o julgamento crítico do pesquisador, pois não assumiu responsabilidade moral, jurídica ou científica pelo conteúdo produzido. Desse modo, a legitimidade de seu uso dependeu da preservação da autoria humana, da transparência no processo de escrita e da proteção dos dados utilizados.
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