LINGUÍSTICA DA LIBRAS: LÉXICO, MORFOLOGIA, FONOLOGIA E ESTRUTURA VISUOESPACIAL

Autores

  • José Sinésio Tôrres Gonçalves Filho Universidade Federal Rural da Amazônia, Brasil
  • Maisa Conceição Silva Universidade Federal de Uberlândia, Brasil
  • Carla Beatriz Medeiros Klein Universidade Federal do Rio Grande, Brasil
  • Francielle Cantarelli Martins Universidade Federal de Pelotas, Brasil
  • Ana Carolina Raimundo Silva Instituto Federal Goiano, Brasil
  • Maria Rita Alexandre Alcanfor Universidade Federal de Alagoas, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i6.686

Resumo

Este artigo discute a Linguística da Língua Brasileira de Sinais (Libras), com ênfase no léxico, na morfologia, na fonologia e na estrutura visuoespacial, compreendendo-a como língua natural, autônoma e complexa. O estudo parte de uma perspectiva teórica e bibliográfica, fundamentada em pesquisas linguísticas sobre línguas de sinais, para evidenciar que a Libras possui organização própria e não pode ser reduzida a gestos, mímicas ou recurso auxiliar de comunicação. O léxico é analisado como dimensão central da construção de sentidos, identidades e experiências culturais da comunidade surda, pois os sinais organizam formas de nomeação, categorização e interação social. A morfologia é abordada a partir dos processos de formação de sinais, como composição, derivação, reduplicação, incorporação nominal e incorporação numérica, demonstrando a produtividade da língua e a relevância da simultaneidade na articulação de informações gramaticais. A fonologia é apresentada por meio dos parâmetros distintivos da Libras, tais como configuração de mão, movimento, locação, orientação da palma e expressões não manuais, incluindo a discussão sobre contrastes mínimos e o estatuto da mão não dominante. Por fim, a estrutura visuoespacial é compreendida como princípio gramatical e cognitivo, no qual corpo, espaço, olhar, iconicidade e corporeidade participam da produção de sentidos. Conclui-se que a Libras amplia a compreensão da linguagem humana, reafirmando a visualidade como modalidade legítima de organização linguística, cultural e científica. A análise reforça a importância dos estudos linguísticos para a valorização da educação bilíngue, da acessibilidade comunicacional e dos direitos linguísticos das pessoas surdas no Brasil contemporâneo, em contextos sociais e educacionais.

Biografia do Autor

José Sinésio Tôrres Gonçalves Filho, Universidade Federal Rural da Amazônia, Brasil

Docente e Pesquisador,

Maisa Conceição Silva, Universidade Federal de Uberlândia, Brasil

Doutora em Estudos Linguísticos e Linguística Aplicada.

Carla Beatriz Medeiros Klein, Universidade Federal do Rio Grande, Brasil

Doutoranda em Letras.

Francielle Cantarelli Martins, Universidade Federal de Pelotas, Brasil

Docente e Pesquisadora.

Ana Carolina Raimundo Silva, Instituto Federal Goiano, Brasil

Mestra Profissional em Ensino para a Educação Básica.

Maria Rita Alexandre Alcanfor, Universidade Federal de Alagoas, Brasil

Graduanda em Letras-Libras.

Publicado

14-06-2026

Como Citar

Gonçalves Filho, J. S. T., Silva, M. C., Klein, C. B. M., Martins, F. C., Silva, A. C. R., & Alcanfor, M. R. A. (2026). LINGUÍSTICA DA LIBRAS: LÉXICO, MORFOLOGIA, FONOLOGIA E ESTRUTURA VISUOESPACIAL . Revista Ilustração, 7(6), 249–267. https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i6.686

Edição

Seção

Artigos Científicos