ENTRE TELAS E BRINCADEIRAS: INFÂNCIAS, APRENDIZAGENS E DESAFIOS PEDAGÓGICOS NA CULTURA DIGITAL
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i8.787Resumen
Este artigo analisa as relações entre cultura digital, uso de telas, brincadeira, aprendizagem e mediação na infância, com atenção às implicações para a Educação Infantil. A investigação é bibliográfica, qualitativa e analítico-interpretativa, construída exclusivamente a partir de três estudos disponibilizados para a elaboração do trabalho: Silva e Momo (2025), Nobre et al. (2021) e Puccinelli, Marques e Lopes (2023). Os materiais permitem observar o fenômeno por perspectivas complementares. O primeiro examina narrativas de crianças de cinco e seis anos e evidencia como experiências digitais atravessam modos de aprender, interagir e brincar. O segundo investiga fatores associados ao tempo de tela de 180 crianças entre 24 e 42 meses e identifica elevada exposição, com predominância da televisão. O terceiro analisa postagens de especialistas em grupos de cuidadores e problematiza orientações prescritivas sobre telas. A discussão indica que o debate não pode ser reduzido à oposição entre tecnologia e brincadeira, nem à contabilização isolada do tempo de exposição. Conteúdo, finalidade, contexto, qualidade das interações e presença mediadora do adulto interferem na experiência infantil. Conclui-se que a Educação Infantil precisa reconhecer os repertórios digitais das crianças, preservar interações e brincadeiras e construir mediações coerentes com as particularidades da primeira infância.
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Derechos de autor 2026 Daiane de Lourdes Alves Velho, Cátia Oliveira Fernandes Peres, Charlene Muller da Silva, Edineia Silva Macedo Escaliar, Adnilce Lara Araújo, Aureliana Rosa da Silva

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