CULTURA DO CAMPO E ALFABETIZAÇÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL I: A LUDICIDADE COMO MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i8.751Resumen
Este artigo discute a alfabetização no Ensino Fundamental I no contexto da Educação do Campo, considerando a identidade, o território e os desafios estruturais que atravessam o cotidiano escolar rural. Parte-se do entendimento de que alfabetizar não se limita ao domínio do sistema de escrita, mas envolve práticas sociais de linguagem, pertencimento e reconhecimento cultural. O estudo tem como objetivo analisar a ludicidade como mediação pedagógica na construção da leitura e da escrita, articulando jogos, narrativas e participação comunitária como estratégias capazes de favorecer a aprendizagem significativa. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, sustentada por autores que problematizam a relação entre currículo, cultura do campo e práticas alfabetizadoras. As reflexões apontam que experiências lúdicas, quando planejadas com intencionalidade docente, ampliam a interação, fortalecem repertórios linguísticos e contribuem para a autoria dos estudantes, reduzindo bloqueios produzidos por métodos repetitivos e descontextualizados. Além disso, a integração entre escola, família e comunidade reforça a continuidade do percurso alfabetizador, conferindo sentido social à escrita e ampliando a permanência escolar. Conclui-se que a alfabetização no campo exige práticas flexíveis, críticas e contextualizadas, capazes de unir rigor pedagógico e sensibilidade cultural, garantindo o direito à aprendizagem com equidade e dignidade.
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Derechos de autor 2026 Dilene Lopes de Almeida, Diana Lopes de Almeida, Lenice Lopes de Almeida, Dilene Bastos Dourado, Aldinei Marques de Almeida

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