ENSINO DE LÍNGUAS E COMUNIDADE SURDA: INTERFACES ENTRE SOCIOLINGUÍSTICA E LINGUÍSTICA APLICADA
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i4.610Resumen
O ensino de línguas para a comunidade surda no Brasil revela um cenário complexo, marcado por tensões históricas, políticas e epistemológicas que atravessam as práticas educacionais. A partir das contribuições da Sociolinguística e da Linguís-tica Aplicada, observa-se que a Libras, enquanto língua natural da comunidade surda, e o português, enquanto segunda língua, são permeados por ideologias linguísticas que influenciam diretamente processos de ensino, aprendizagem e inclusão. A análise evidencia que o preconceito linguístico, a insuficiência de políticas públicas, a falta de formação docente bilíngue e a ausência de materiais didáticos adequados constituem obstáculos significativos para a efetivação do bilinguismo bimodal. Ao mesmo tempo, identificam-se possibilidades concretas para a construção de práticas pedagógicas mais inclusivas, como a valorização da Libras como língua de instrução, o reconhecimento da interlíngua no processo de aquisição do português escrito e a adoção de metodologias multissemióticas. Conclui-se que o ensino de línguas para surdos exige abordagens críticas e socialmente comprometidas, capazes de promover autonomia linguística, reconhecimento identitário e participação plena da comunidade surda na sociedade.
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Derechos de autor 2026 Sueli Pereira, Leonardo Adonis de Almeida, Patricia Kelly Pinheiro Souza, Adriano de Oliveira Gianotto, Paulo Henrique Pereira, Vanildo Alfaia Rodrigues

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