TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO: SOLUÇÃO OU ILUSÃO?
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i6.695Abstract
Este estudo buscou analisar criticamente a presença da tecnologia na educação, considerando suas possibilidades pedagógicas, seus limites estruturais e o papel da formação docente em sua integração ao trabalho escolar. O tema concentrou-se na relação entre recursos digitais, prática pedagógica e modernização escolar, com atenção para as tensões entre potencial formativo, desigualdade de acesso e usos instrumentais das tecnologias. Para isso, adotou-se pesquisa bibliográfica com abordagem qualitativa, desenvolvida por meio da seleção, leitura e interpretação de produções acadêmicas relacionadas ao objeto investigado, o que permitiu reunir perspectivas complementares e contrastantes sobre o debate proposto. A análise indicou que a inserção tecnológica não produziu, por si só, melhoria do ensino nem transformação automática da escola, uma vez que seus efeitos dependeram de condições materiais adequadas, mediação crítica, planejamento pedagógico e formação docente consistente. Verificou-se, ainda, que a promessa de inovação frequentemente conviveu com permanências estruturais, fragilidades curriculares e interesses externos ao projeto educativo, o que reforçou a necessidade de compreender a tecnologia para além do plano técnico. Concluiu-se, portanto, que seu valor educacional esteve condicionado à articulação entre acesso, intencionalidade pedagógica e compromisso com a redução das desigualdades, de modo que a digitalização só assumiu sentido formativo quando vinculada a práticas escolares crítica e pedagogicamente orientadas.
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