LINGUÍSTICA DA LIBRAS, EDUCAÇÃO BILÍNGUE, CULTURA SURDA, LEXICOGRAFIA, POLÍTICAS LINGU[ISTICAS, INCLUSÃO NO ENSINO SUPERIOR
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i6.671Abstract
Este artigo discute a Linguística da Libras, a educação bilíngue, a cultura surda, a lexicografia, os sinais-termo, as políticas linguísticas e a inclusão no ensino superior, considerando a Libras como língua natural, visuoespacial e constitutiva da identidade do sujeito surdo. Parte-se da compreensão de que a Libras não se restringe a um instrumento de comunicação, mas configura-se como língua de produção de conhecimento, mediação pedagógica, pertencimento cultural e participação acadêmica. O estudo fundamenta-se em abordagem bibliográfica, com base em autores da Linguística, dos Estudos Surdos, da Educação Bilíngue e da Lexicografia em Libras. A discussão evidencia que a educação bilíngue, ao reconhecer a Libras como primeira língua do sujeito surdo e a Língua Portuguesa escrita como segunda língua, contribui para o desenvolvimento linguístico, cognitivo e acadêmico dos estudantes surdos. Também se destaca a importância da produção de glossários, dicionários e sinais-termo para a ampliação do léxico científico da Libras e para a democratização do acesso ao conhecimento no ensino superior. Conclui-se que a inclusão efetiva de estudantes surdos exige políticas linguísticas institucionais, formação docente, materiais bilíngues, acessibilidade comunicacional e reconhecimento da Libras como língua legítima de ensino, pesquisa e produção científica.
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