SABERES DOCENTES E INCLUSÃO: UMA ANÁLISE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA (2016-2026)
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i4.625Abstract
Este artigo analisa a produção científica brasileira sobre saberes docentes e inclusão escolar no decênio 2016-2026, período marcado pelos reflexos normativos da Lei Brasileira de Inclusão. O objetivo é mapear o estado do conhecimento, identificando as transições epistemológicas e as propostas contemporâneas para superar a periferização da diversidade nos currículos de formação inicial. Caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa. A seleção do corpus, orientada pelo protocolo PRISMA, abrangeu artigos em periódicos Qualis A1 e A2 nas bases SciELO, Educ@ e RBEE. Os dados foram submetidos à Análise de Conteúdo categorial de Bardin. Os resultados revelam a consolidação da epistemologia da prática e um movimento teórico para superar o viés médico-diagnóstico em prol da mediação pedagógica. Contudo, a materialidade dos currículos das licenciaturas ainda evidencia profunda fragmentação, confinando a educação especial a disciplinas isoladas e fomentando o relato crônico de despreparo docente. Conclui-se que a superação dessa dicotomia formativa exige a adoção do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) e do letramento em cultura digital não como meros recursos instrumentais, mas como eixos estruturantes e transversais. Essa integração consolida uma práxis pedagógica anticapacitista, indispensável para o ensino equitativo de perfis heterogêneos e neurodivergentes.
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