FORMAÇÃO DOCENTE E POLÍTICAS CURRICULARES NO BRASIL: UMA ANÁLISE CRÍTICA DA BNC-FORMAÇÃO E DA CENTRALIDADE DAS COMPETÊNCIAS NA REGULAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i1.494Abstract
O presente artigo analisa criticamente a Base Nacional Comum para a Formação Continuada de Professores (BNC-Formação), à luz das políticas educacionais contemporâneas e de sua articulação com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O estudo tem como objetivo investigar de que modo a formação docente vem sendo concebida no âmbito dessas normativas, problematizando as competências prescritas e suas implicações para o trabalho pedagógico e para a autonomia docente. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa de natureza documental, fundamentada na análise de textos normativos e referenciais teóricos do campo da educação crítica, com ênfase nas categorias “formação docente”, “competências” e “política curricular”. Os resultados evidenciam que a BNC-Formação se estrutura a partir de uma lógica de padronização e regulação do trabalho docente, alinhada a princípios gerencialistas e às demandas do mercado, o que tende a restringir a autonomia pedagógica e a reduzir a formação à lógica do desempenho e da empregabilidade. Conclui-se que, embora apresentada como estratégia de qualificação da docência, a política de formação analisada reforça uma concepção instrumental da educação, demandando reflexão crítica e resistência por parte dos profissionais e das instituições formadoras.
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Copyright (c) 2026 Luiz Fernando Ridolfi, Tamires Gomes Arruda da Silva, Marcia Mello dos Santos Decotelli da Silva, Bruna Fabíola de Andrade Moura Gomes, Francielli Lodi, Heloísa do Rosário, Suzineide Margarida de Sá, Marilei Terezinha Martins Coutinho

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