DIREITOS HUMANOS E RELIGIÕES DE MATRIZES AFRICANAS: DIÁLOGO ENTRE LIBERDADE RELIGIOSA, RECONHECIMENTO E RESISTÊNCIA

Autores

  • Sandra Lúcia Aparecida Pinto Faculdade UNA Catalão, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i4.596

Resumo

Este artigo analisa a relação entre direitos humanos, liberdade religiosa e religiões de matrizes africanas no Brasil. Apesar da proteção constitucional conferida à liberdade de crença e culto, tradições religiosas afro-brasileiras continuam sendo alvo de discriminação, violência simbólica e ataques materiais. A pesquisa examina como o racismo religioso se manifesta historicamente e quais são os limites do ordenamento jurídico brasileiro na proteção dessas tradições espirituais. Utiliza-se metodologia qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, dialogando com autores da teoria crítica racial, da sociologia da religião e dos estudos pós-coloniais. A análise demonstra que a intolerância religiosa dirigida às religiões afro-brasileiras está profundamente ligada ao legado do colonialismo, às hierarquias raciais e ao apagamento cultural. Conclui-se que a efetivação da liberdade religiosa exige não apenas garantias jurídicas formais, mas também políticas públicas de reconhecimento cultural, educação antirracista e valorização das tradições religiosas afro-brasileiras.

Biografia do Autor

Sandra Lúcia Aparecida Pinto, Faculdade UNA Catalão, Brasil

Mestra em Direito pela Faculdade Milton Campos. Bacharel em Direito pela Universidade FUMEC. Professora do Curso de Direito da Faculdade UNA Catalão. 

Publicado

01-04-2026

Como Citar

Pinto, S. L. A. (2026). DIREITOS HUMANOS E RELIGIÕES DE MATRIZES AFRICANAS: DIÁLOGO ENTRE LIBERDADE RELIGIOSA, RECONHECIMENTO E RESISTÊNCIA. Revista Ilustração, 7(4), 51–66. https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i4.596

Edição

Seção

Artigos Científicos