DESAFIOS ASSISTENCIAIS E PRÁTICAS DE CUIDADO EM SAÚDE NO CONSULTÓRIO NA RUA: UMA REVISÃO INTE-GRATIVA SOBRE A ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA ATENÇÃO À POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i3.552Resumo
A população em situação de rua constitui um dos grupos sociais mais expostos a múltiplas vulnerabilidades, decorrentes de processos históricos, econômicos e sociais que produzem exclusão e iniquidades no acesso à saúde. No âmbito do Sistema Único de Saúde, o Consultório na Rua emerge como estratégia fundamental da Atenção Primária para a garantia do cuidado integral a esse segmento populacional, exigindo práticas assistenciais territorializadas, intersetoriais e humanizadas. Este estudo teve como objetivo analisar os desafios assistenciais do Consultório na Rua e a atuação da enfermagem na produção do cuidado à população em situação de rua. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada a partir de publicações nacionais indexadas nas bases SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde e Portal de Periódicos CAPES, no período de 2019 a 2025, complementada por documentos normativos do Ministério da Saúde. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 16 estudos para análise. Os resultados foram organizados em três eixos analíticos: caracterização da população em situação de rua, desafios para a efetivação do Consultório na Rua e práticas de cuidado e atuação da enfermagem. Evidenciaram-se obstáculos relacionados ao estigma social, uso problemático de álcool e outras drogas, fragilidades na articulação em rede e limitações na formação profissional para atuação em contextos de alta complexidade social. A enfermagem destaca-se como eixo estruturante do cuidado, desempenhando papel central no acolhimento, na criação de vínculos, na coordenação do cuidado e na articulação intersetorial. Conclui-se que o fortalecimento do Consultório na Rua requer investimentos em educação permanente, valorização das práticas de cuidado centradas no território e reconhecimento da enfermagem como agente estratégico na promoção da equidade em saúde.
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