AUTISMO E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA, PLANEJAMENTO E PRÁTICAS PARA A PARTICIPAÇÃO E A APRENDIZAGEM
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i9.828Resumo
A escolarização de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é discutida neste artigo a partir de três dimensões que se atravessam no cotidiano escolar: o acesso ao currículo comum, a mediação das relações e a construção de um planejamento atento às singularidades. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico, sustentada por estudos sobre inclusão, experiências em redes públicas de ensino e situações de brincadeira mediada. A leitura das produções consultadas mostra que estar matriculado na classe comum é apenas o início de um percurso que precisa assegurar pertencimento, participação e aprendizagem. Para isso, tornam-se relevantes a observação do estudante, a escolha criteriosa de estratégias e recursos, formas de avaliação compatíveis com o processo vivido e o diálogo entre sala comum, Atendimento Educacional Especializado, gestão, família e demais profissionais. A brincadeira e as relações entre pares também ganham destaque, sobretudo quando a intervenção do adulto favorece aproximações, comunicação e compartilhamento de experiências. Ao final, defende-se uma escola capaz de reconhecer as particularidades do estudante sem aprisioná-lo ao diagnóstico e de transformar esse conhecimento em decisões pedagógicas concretas.
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