HERANÇAS VISUAIS ENTRE GERAÇÕES: IDENTIDADE, CULTURA E MEMÓRIA SURDA NA EXPERIÊNCIA DODA
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i8.773Resumo
Este artigo analisa as heranças visuais transmitidas entre gerações na experiência DODA, compreendida como a vivência de pessoas surdas filhas de adultos surdos. O objetivo consiste em examinar como a Libras, a visualidade, a memória coletiva e as práticas culturais participam da constituição identitária e do pertencimento surdo. Desenvolve-se uma pesquisa bibliográfica, qualitativa e interpretativa, fundamentada em dezoito trabalhos únicos publicados entre 2009 e 2025. O corpus foi organizado nos eixos língua e visualidade, identidade e pertencimento, memória e transmissão cultural, família, educação e instituições. Os resultados indicam que a continuidade linguística familiar pode favorecer acesso precoce à Libras, referências positivas de vida surda e circulação de narrativas comunitárias. Demonstram também que essa continuidade não elimina diferenças geracionais nem barreiras escolares e sociais. Os estudos sobre sujeitos CODA contribuem comparativamente para compreender a socialização familiar, desde que suas experiências não sejam confundidas com a posição DODA. Conclui-se que as heranças visuais constituem práticas dinâmicas de continuidade, recriação e resistência, cuja preservação depende da atuação articulada da família, da comunidade surda e de instituições linguisticamente acessíveis.
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