DESCOLONIZANDO O STEM COM ÁLVARO VIEIRA PINTO
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i8.710Resumo
Este artigo analisa a interseção entre o pensamento do filósofo brasileiro Álvaro Vieira Pinto e as abordagens educacionais STEM e STEAM, estabelecendo um contraponto crítico à formação técnica contemporânea. Argumenta-se que Vieira Pinto rejeitaria o modelo STEM tradicional devido ao seu caráter puramente tecnocrático, que reduz o ensino de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática a um depósito de habilidades práticas. Para o autor, essa lógica atende apenas aos interesses mercadológicos do Norte Global e da Indústria 4.0, gerando uma consciência ingênua e transformando estudantes em operários submissos. Em contrapartida, o artigo defende que a transição para o modelo STEAM, que incorpora as Artes e as Humanidades, é fundamental para resgatar a dignidade cultural da técnica. Contudo, adverte-se que essa inclusão não pode ser um mero verniz estético para aumentar a produtividade. Inspirado na pedagogia libertadora de Paulo Freire, o trabalho propõe um STEAM emancipatório, concebido como práxis crítica voltada à resolução de problemas da realidade local com materiais do próprio ecossistema. Assim, o objetivo final da educação técnica deixa de ser a produção de meros operadores de máquinas e passa a ser a formação de cidadãos conscientes e cientistas em potencial. A fusão dessas teorias resulta em uma ferramenta pedagógica de soberania nacional, justiça social e libertação humana.
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