VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NA LIBRAS: IDENTIDADE, COMUNIDADE SURDA E USOS SOCIAIS DA LÍNGUA

Autores

  • Pamella Elaine Prestes da Cunha Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil
  • Sailloane Alandia Soares Simão Universidade Federal do Amapá, Brasil
  • Valdicley Pereira Campos Universidade Norte do Paraná, Brasil
  • Adriano de Oliveira Gianotto Universidade Católica Dom Bosco, Brasil
  • Wendel de Oliveira Universidade Federal Fluminense, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i6.687

Resumo

Este artigo discute a variação linguística na Língua Brasileira de Sinais (Libras), articulando-a aos processos de construção identitária, à cultura surda, à comunidade linguística e aos usos sociais contemporâneos da língua. Parte-se da compreensão de que a Libras, como língua natural de modalidade visuoespacial, apresenta heterogeneidade constitutiva, manifestada em diferentes níveis, como o lexical, o fonológico, o regional, o discursivo e o terminológico. O estudo fundamenta-se em abordagem bibliográfica, com base em pesquisas sociolinguísticas sobre línguas de sinais, identidade surda, variação lexical e fonológica, tecnologias digitais e produção de sinais em contextos especializados. Defende-se que a variação não representa erro, desvio ou fragilidade linguística, mas evidencia a vitalidade da Libras e sua capacidade de adaptação às necessidades comunicativas de seus usuários. A análise destaca que fatores regionais, sociais, geracionais, educacionais, culturais e tecnológicos influenciam a produção e a circulação de variantes. Também se enfatiza que a língua ocupa papel central na constituição da identidade surda, pois possibilita pertencimento, interação comunitária, resistência cultural e participação social. Os usos digitais da Libras, especialmente em redes sociais, vídeos e aplicativos de comunicação, ampliam a visibilidade da língua e favorecem a criação de novos sinais. Conclui-se que reconhecer a variação linguística da Libras é fundamental para combater preconceitos linguísticos, fortalecer políticas de educação bilíngue e valorizar a diversidade cultural das comunidades surdas brasileiras. Assim, o artigo também contribui para ampliar o debate acadêmico sobre Libras, sociolinguística e direitos linguísticos, reafirmando a legitimidade das múltiplas formas de sinalização no Brasil contemporâneo, em diferentes espaços sociais.

Biografia do Autor

Pamella Elaine Prestes da Cunha, Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil

Mestranda em Linguística.

Sailloane Alandia Soares Simão, Universidade Federal do Amapá, Brasil

Mestranda em Letras.

Valdicley Pereira Campos, Universidade Norte do Paraná, Brasil

Graduado em Pedagogia.

Adriano de Oliveira Gianotto, Universidade Católica Dom Bosco, Brasil

Doutor em Desenvolvimento Local.

Wendel de Oliveira, Universidade Federal Fluminense, Brasil

Mestre em Diversidade e Inclusão.

Publicado

14-06-2026

Como Citar

Cunha, P. E. P. da, Simão, S. A. S., Campos, V. P., Gianotto, A. de O., & Oliveira, W. de. (2026). VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NA LIBRAS: IDENTIDADE, COMUNIDADE SURDA E USOS SOCIAIS DA LÍNGUA. Revista Ilustração, 7(6), 269–286. https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i6.687

Edição

Seção

Artigos Científicos