AUTOEFICÁCIA DOCENTE EM PROJETOS SOCIAIS: DIFERENÇAS E INFLUÊNCIAS DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL E IMPLICAÇÕES NAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

Autores

  • Rubens Venditti Júnior Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Brasil
  • Luan Henrique Roncada Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Brasil
  • Emille Gomes Paganotti Escola Municipal Victorino Machado, Brasil
  • Isabela Cerizze Marcondes Akamine Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Brasil
  • Marlus Alexandre Sousa Centro Universitário UniMetrocamp Wyden, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i5.624

Resumo

O estudo teve como objetivo investigar a autoeficácia de educadores atuantes em projetos sociais, identificar fatores que influenciam a continuidade na carreira docente e a satisfação profissional em contextos não-escolares, de acordo com a modalidade de formação acadêmica. Buscou-se analisar se a capacidade de ministrar jogos populares e brincadeiras infantis contribui para o aumento da autoeficácia docente. O referencial teórico fundamenta-se na Teoria Social Cognitiva (TSC) e na Autoeficácia de Bandura (1997, 2001). Utilizamos quatro instrumentos de coleta: Questionário de Caracterização do Participante-2018 (QCP-2018); Escala de Autoeficácia do Professor (Escala A); Escala das Fontes de Autoeficácia (Escala B); e Questionário Associado sobre Aspectos Motivacionais-2018 (QAAM-2018), relacionados à atuação com jogos e brincadeiras. Participaram 23 educadores de cinco projetos sociais localizados nas cidades de Bauru e Ibitinga (SP). Os resultados, analisados pelo teste de Kruskal-Wallis, não indicaram diferenças significativas entre os grupos, possivelmente em função do tamanho reduzido da amostra, sugerindo a necessidade de novos estudos com maior número de participantes. Observou-se que profissionais de Educação Física (EF) apresentaram níveis mais elevados de autoeficácia em comparação aos demais educadores, indicando maior autonomia na atuação lúdica e pedagógica com crianças nos projetos. Verificou-se também forte relação entre os resultados do QAAM-2018 e da Escala A, evidenciando que competências na condução de jogos e brincadeiras podem potencializar a autoeficácia docente. Conclui-se que a presença do profissional de EF em projetos sociais é fundamental, complementando o trabalho do(a) educador(a) que atua integralmente em sala. Além disso, recomenda-se a ampliação de estágios curriculares supervisionados obrigatórios nestes contextos, favorecendo experiências vicariantes na formação inicial.

Publicado

30-05-2026

Como Citar

Venditti Júnior, R., Roncada, L. H., Paganotti, E. G., Akamine, I. C. M., & Sousa, M. A. (2026). AUTOEFICÁCIA DOCENTE EM PROJETOS SOCIAIS: DIFERENÇAS E INFLUÊNCIAS DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL E IMPLICAÇÕES NAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS. Revista Ilustração, 7(5), 527–546. https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i5.624

Edição

Seção

Artigos Científicos