VALORIZAÇÃO DA LIDERANÇA SURDA NO AMBIENTE INSTITUCIONAL: UMA ABORDAGEM ÉTICA, INCLUSIVA E DE GESTÃO DA INOVAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i2.539Resumo
Este artigo analisa a valorização da liderança surda em ambientes institucionais sob uma abordagem ética, inclusiva e de gestão da inovação. Discute-se como a presença de lideranças surdas tensiona estruturas tradicionais de poder, comunicação oralista e critérios meritocráticos centrados em normas ouvintes, propondo modelos de gestão multimodal que reconhecem línguas de sinais como epistemologias legítimas. No referencial teórico, examinam-se liderança e diversidade organizacional, ética institucional aliada a direitos linguísticos, inclusão efetiva e cultura organizacional transformadora. Argumenta-se que barreiras à liderança surda são culturais e políticas, demandando políticas bilíngues, acessibilidade comunicacional e participação protagônica de sujeitos surdos em processos decisórios. A metodologia teórica fundamenta-se em análise crítica de literatura nacional e internacional sobre surdez sociocultural, gestão da diversidade e inovação organizacional. Os resultados apontam que culturas organizacionais inclusivas, marcadas por práticas visuais e respeito à diferença linguística, potencializam criatividade, equidade e resiliência institucional. Conclui-se que a liderança surda não é concessão assistencialista, mas vetor estratégico de justiça social e inovação, convocando instituições a reconfigurarem normas para reconhecerem a surdez como fonte de valor constitutivo. Sugerem-se pesquisas futuras sobre trajetórias longitudinais de lideranças surdas e estudos comparativos Brasil-internacional.
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