O INSÓLITO NO CONTO “A ARMADILHA” DE MURILO RUBIÃO
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i2.516Resumo
O presente trabalho apresenta reflexões sobre o conto "A Armadilha", de Murilo Rubião, com base na literatura fantástica. O objetivo do estudo é analisar as angústias vividas pelo personagem Alexandre Saldanha Ribeiro ao ser conduzido ao insólito e sua interação com a figura do “outro” (o velho). A metodologia fundamenta-se em uma pesquisa bibliográfica de cunho analítico, utilizando o aporte teórico de Todorov (2003) sobre o fantástico, Propp (1984) sobre a estrutura do conto. Por meio da análise do conto, busca-se compreender as relações entre o ser humano e o mundo, bem como a fuga para o mundo imaginário presente na literatura fantástica. A narrativa de Murilo Rubião também revela a desestruturação da razão na figura da personagem, insegurança e seu aprisionamento indefinido. A análise destaca o suspense e a hesitação fantástica que emergem da ausência de explicações lógicas vividas pela personagem. Assim, no conto "A Armadilha" há uma metáfora da condição humana, retratando a fragilidade dos indivíduos e a porosidade da realidade. O insólito conduz o leitor a uma autoanálise sobre angústias existenciais, isolamento e a complexidade das relações humanas, em que o passado e o presente se fundem em um labirinto sem saída.
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