INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E TECNOLOGIAS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO ESPECIAL: NOVOS CAMINHOS PARA A AUTONOMIA DA PESSOA SURDA

Autores

  • Débora Gonçalves Ribeiro Dias Universidade Federal de São Carlos, Brasil
  • Gleison Fabian Rocha Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Brasil
  • Marceli Lucia Paveglio Romeu Unipampa Federal do Pampa, Brasil
  • Márcio Lopes da Silva Universidade Estadual Paulista, Brasil
  • Leuciani Aparecida Duelle Rossi Universidade Federal de Viçosa, Brasil
  • Daniel Lopes Romeu Instituto Federal Sul-rio-grandense, Campus Pelotas, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i2.514

Resumo

A incorporação da inteligência artificial e das tecnologias digitais no campo da educação especial tem provocado transformações significativas nas práticas pedagógicas e nas formas de acesso ao conhecimento, especialmente no contexto da educação de pessoas surdas. Historicamente, esse público enfrentou barreiras linguísticas e comunicacionais decorrentes de modelos educacionais centrados na oralidade e na escrita. Diante desse cenário, o presente artigo tem como objetivo analisar, sob uma perspectiva teórica, o papel da inteligência artificial e das tecnologias digitais na promoção da autonomia da pessoa surda. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico, fundamentada em estudos da educação inclusiva, dos estudos surdos e da literatura contemporânea sobre tecnologias educacionais e acessibilidade. Os resultados evidenciam que as tecnologias digitais, quando orientadas por princípios de acessibilidade e pelo reconhecimento da Libras como língua de mediação, ampliam o acesso à informação, favorecem a personalização da aprendizagem e fortalecem a participação social da pessoa surda. A inteligência artificial destaca-se por possibilitar sistemas adaptativos e recursos de mediação comunicacional, contribuindo para trajetórias educacionais mais autônomas. Contudo, o estudo também aponta desafios relacionados a vieses algorítmicos, padronização excessiva e riscos de exclusão linguística. Conclui-se que a promoção da autonomia da pessoa surda por meio da inteligência artificial depende de escolhas pedagógicas, éticas e políticas comprometidas com os direitos linguísticos e com a participação ativa das comunidades surdas.

         

Publicado

04-02-2026

Como Citar

Dias, D. G. R., Rocha, G. F., Romeu, M. L. P., Silva, M. . L. da, Rossi, L. A. D., & Romeu, D. L. (2026). INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E TECNOLOGIAS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO ESPECIAL: NOVOS CAMINHOS PARA A AUTONOMIA DA PESSOA SURDA. Revista Ilustração, 7(2), 111–123. https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i2.514

Edição

Seção

Artigos Científicos