DIVERSIDADE CULTURAL E EDUCAÇÃO: CAMINHOS PARA UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA ANTIDISCRIMINATÓRIA
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i2.510Resumo
O presente artigo teve como objetivo analisar as relações entre currículo escolar, linguagem e formação docente, considerando suas implicações para a construção de práticas pedagógicas antidiscriminatórias na Educação Básica, à luz da diversidade cultural e das desigualdades historicamente constituídas no contexto educacional brasileiro. O tema abordado centrou-se na compreensão do currículo como espaço de disputas simbólicas, do preconceito linguístico como mecanismo de exclusão e da formação docente como mediação fundamental entre teoria e prática pedagógica. Metodologicamente, realizou-se uma pesquisa bibliográfica, baseada na seleção, leitura e análise crítica de produções acadêmicas recentes e relevantes, o que permitiu o diálogo teórico entre diferentes perspectivas e a articulação conceitual dos eixos investigados. Os resultados indicaram que práticas escolares orientadas por modelos homogêneos de ensino e por abordagens linguísticas normativas tendem a reforçar desigualdades, enquanto propostas pedagógicas intencionais, sustentadas por formação docente crítica, ampliam as possibilidades de pertencimento, participação e reconhecimento dos estudantes. Concluiu-se que o enfrentamento das discriminações no espaço escolar depende da articulação entre escolhas curriculares, tratamento pedagógico da linguagem e processos formativos docentes comprometidos com a justiça social e com o reconhecimento das diferenças.
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