O LAUDO COMO FRONTEIRA: QUEM CRUZA OS PORTÕES DA UNIVERSIDADE?
DOI:
https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i1.496Resumo
Este ensaio problematiza a centralidade do laudo médico-psicológico nos processos de inclusão do ensino superior, argumentando que sua função burocrática reforça a medicalização da diferença e o paradigma capacitista. Objetiva-se analisar criticamente como este instrumento transforma sujeitos em diagnósticos, propondo uma virada epistemológica baseada nas epistemologias do Sul e na pedagogia libertadora. A discussão demonstra que a superação do modelo medicalizante exige a transição para uma avaliação ético-política, fundamentada em princípios como a descentralização do laudo, o foco nas barreiras institucionais e o reconhecimento da agência estudantil. Conclui-se que a avaliação inclusiva deve constituir-se como ato político de corresponsabilização institucional, orientado para a construção de condições efetivas de participação e aprendizagem que honrem a diversidade humana como força constitutiva do projeto universitário.
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