O LAUDO COMO FRONTEIRA: QUEM CRUZA OS PORTÕES DA UNIVERSIDADE?

Autores

  • Rafael Soares Silva Universidade Estadual do Ceará, Ceará, Brasil
  • Thayane Nascimento Freitas Universidade Federal do Piauí, Piauí, Brasil
  • Aline Mendes Medeiros Universidade Federal do Piauí, Piauí, Brasil
  • Ivo Batista Conde Universidade Estadual do Ceará, Ceará, Brasil
  • Nádia Fernanda Martins de Araújo Universidade Federal do Piauí, Piauí, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i1.496

Resumo

Este ensaio problematiza a centralidade do laudo médico-psicológico nos processos de inclusão do ensino superior, argumentando que sua função burocrática reforça a medicalização da diferença e o paradigma capacitista. Objetiva-se analisar criticamente como este instrumento transforma sujeitos em diagnósticos, propondo uma virada epistemológica baseada nas epistemologias do Sul e na pedagogia libertadora. A discussão demonstra que a superação do modelo medicalizante exige a transição para uma avaliação ético-política, fundamentada em princípios como a descentralização do laudo, o foco nas barreiras institucionais e o reconhecimento da agência estudantil. Conclui-se que a avaliação inclusiva deve constituir-se como ato político de corresponsabilização institucional, orientado para a construção de condições efetivas de participação e aprendizagem que honrem a diversidade humana como força constitutiva do projeto universitário.

Biografia do Autor

Rafael Soares Silva, Universidade Estadual do Ceará, Ceará, Brasil

Professor Adjunto de Ensino de Química da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Pós-doutor em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares (UFRRJ) e em Química (USP). Doutor em Ensino de Ciências e Matemática. Licenciado em Química, Educação Especial e Pedagogia. Atua na formação de professores da área de Química e Ciências e desenvolve pesquisas sobre ensino de Ciências, ensino de Química e educação especial. Coordenador do GeQuIN – Grupo de Estudos em Química, Inclusão e Novas Metodologias.

Thayane Nascimento Freitas, Universidade Federal do Piauí, Piauí, Brasil

Chefe da Divisão de Educação Inclusiva na Secretaria municipal de Ensino- SEMEC/Teresina-PI. Doutoranda em Linguística (UFPI). Mestre em Educação Especial e Inclusiva (UEMA). Licenciada em Pedagogia e Letras- Libras. Atua na formação de professores da área de Libras e Educação Especial Inclusiva e desenvolve pesquisas sobre avaliação inclusiva, formação de professores, Libras, educação de surdos e educação especial. Pesquisadora colaborada do GeQuIn- Grupo de Estudos em Química, Inclusão e Novas Metodologias.

Aline Mendes Medeiros, Universidade Federal do Piauí, Piauí, Brasil

Professora Assistente da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Doutoranda em Educação (UFMA). Mestre em Educação (UFMA). Licenciada em Pedagogia (UESPI). Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Educação Especial e Inclusiva na Educação Básica e Superior (UFMA). Desenvolve pesquisas e concentra seus estudos na área de Educação com ênfase no uso e ensino de Libras, atuando principalmente nos seguintes temas: inclusão educacional de surdos e práticas inclusivas.

Ivo Batista Conde, Universidade Estadual do Ceará, Ceará, Brasil

Possui graduação em Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (2001), Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Ceará (2006) e Bacharelado em Ciências Biológicas pela mesma instituição (2008). Posteriormente, aprofundou seus estudos na área da educação, concluindo o Mestrado em Educação pela Universidade Estadual do Ceará (2017), seguido pelo Doutorado em Educação na mesma instituição (2022) e um Pós-Doutorado em Educação pela Universidade Federal do Ceará (2024). Atua como professor adjunto da Universidade Estadual do Ceará, vinculado ao curso de Ciências Biológicas da Faculdade de Educação de Crateús (FAEC/UECE).

Nádia Fernanda Martins de Araújo, Universidade Federal do Piauí, Piauí, Brasil

Professora Assistente de Libras da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Doutoranda em Educação (UFMG). Licenciada em Pedagogia e Letras-Libras. Desenvolve pesquisas sobre letramento como prática social, ensino de Libras, formação de professores e educação especial.

Publicado

21-01-2026

Como Citar

Silva, R. S., Freitas, T. N., Medeiros, A. M., Conde, I. B., & Araújo, N. F. M. de. (2026). O LAUDO COMO FRONTEIRA: QUEM CRUZA OS PORTÕES DA UNIVERSIDADE?. Revista Ilustração, 7(1), 81–97. https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i1.496

Edição

Seção

Artigos Científicos