DOS MOVIMENTOS FEMINISTAS A PARTICIPAÇÃO POLÍTICAS DAS MULHERES NO CONGRESSO NACIONAL BRASILEIRO

DESAFIOS CULTURAIS E JURÍDICOS

Autores

  • Luciane Ickert Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Santo Ângelo, RS, Brasil
  • Rosângela Angelin Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Santo Ângelo, RS, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i1.493

Resumo

A exclusão das mulheres da vida pública é resultado de uma construção social e cultural alicerçada no patriarcado, que as relegou ao espaço privado e consolidou sua marginalização política. Foi por meio dos movimentos feministas sufragistas que a participação feminina foi se consolidando na ocupação de cargos eletivos. Frente ao exposto, por meio do método dedutivo, com abordagem qualitativa e procedimentos histórico, monográfico e hermenêutico, fundamentada em bibliografia, documentos oficiais e dados estatísticos das últimas eleições brasileiras, a pesquisa apresenta o seguinte questionamento: a dificuldade de inserção das mulheres nos cargos do Congresso Nacional brasileiro é consequência das limitações e lacunas da legislação vigente ou decorre de fatores culturais e estruturais que ainda refletem uma sociedade marcada pela desigualdade de gênero? O estudo indica que, apesar de avanços com o sufrágio, a igualdade formal e a Lei de Cotas, a representatividade feminina no Legislativo permanece limitada, em especial, porque a lei abrange cotas para candidaturas e não para cargos. Esse cenário ocorre não apenas por lacunas normativas, mas por fatores socioculturais, como estereótipos de gênero, desigualdade no financiamento de campanhas, violência política e resistência partidária em lançar candidaturas femininas competitivas. A sub-representação feminina constitui um déficit democrático que compromete a efetividade do princípio da igualdade e a legitimidade do sistema político brasileiro.

Biografia do Autor

Luciane Ickert, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Santo Ângelo, RS, Brasil

Bacharela em Direito pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Campus de Santo Ângelo/RS. Bacharela em Administração pela Universidade Norte do Paraná (Unopar). Bacharela em Teologia, pelo Centro Universitário de Maringá/PR. Licencianda em Letras - Português pela Univerdade Federal do Pampa, Campus Jaguarão. Especialista em Tecnologias Digitais Aplicadas à Educação; Direito Constitucional Aplicado; Direito da Seguridade Social - Previdenciário e Prática Previdenciária. Advogada.

Rosângela Angelin, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Santo Ângelo, RS, Brasil

Pós-Doutorado pela Faculdades EST (São Leopoldo/RS). Doutora em Direito pela Universidade de Osnabrueck (Alemanha). Docente do Curso de Direito e do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu – Mestrado e Doutorado em Direito da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), campus Santo Ângelo/RS. Coordenadora do Projeto de Pesquisa “Movimentos sociais e direitos humanos nas sociedades democráticas: olhares voltados para a complexidade do Estado e de vulnerabilidades sociais”, vinculado ao PPGDireito da URI, campus Santo Ângelo/RS. 

Publicado

15-01-2026

Como Citar

Ickert, L., & Angelin, R. (2026). DOS MOVIMENTOS FEMINISTAS A PARTICIPAÇÃO POLÍTICAS DAS MULHERES NO CONGRESSO NACIONAL BRASILEIRO: DESAFIOS CULTURAIS E JURÍDICOS . Revista Ilustração, 7(1), 3–23. https://doi.org/10.46550/ilustracao.v7i1.493

Edição

Seção

Artigos Científicos